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NOTA DE ESCLARECIMENTO – SOCIEDADE BRASILEIRA DE DOENÇAS CEREBROVASCULARES

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São Paulo, 22 de abril de 2021.

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O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO) do Ministério da Saúde, orienta o todo o processo de imunização da população brasileira para o controle da pandemia vigente.

Este plano foi elaborado de forma a escalonar as populações de maior risco para hospitalização e mortalidade decorrente da COVID-19. O quadro abaixo lista os primeiros 14 grupos considerados como prioritários para ter acesso a vacinação.

Como se vê, as pessoas com idade maior ou igual aos 60 anos são priorizadas, independente de comorbidades. Portanto, as comorbidades devem ser levadas em consideração apenas para pessoas com idade inferior aos 60 anos.

Para pessoas entre 18 e 60 anos de idade, este mesmo documento detalha as comorbidades prioritárias.

Entre as doenças presentes, estão a doença cerebrovascular (AVC isquêmico, AVC hemorrágico, AIT e a demência vascular).

Além disso, diabetes mellitus, a hipertensão arterial com lesão em órgão-alvo, cardiopatias como insuficiência cardíaca, cardiopatia hipertensiva, síndromes coronarianas, aneurismas e dissecções de grandes vasos, arritmias cardíacas, anemia falciforme, obesidade mórbida (IMC > 40Kg/m2). Todas estas doenças representam importantes fatores de risco para a doença cerebrovascular.  

Como observado na tabela acima, este grupo representa mais de 17 milhões de brasileiros, sendo o maior grupo prioritário até o momento.

Conforme a legislação vigente, a gestão das ações para vacinação é compartilhada entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios, sendo que as unidades da federação devem dispor de plano de operacionalização e os municípios de programação local da campanha de vacinação, com base nas diretrizes do Plano Nacional.

Assim, este mesmo documento reforça que, havendo a necessidade de vacinar o grupo de pessoas com comorbidades prioritárias em etapas, orienta-se iniciar a vacinação pelas faixas de idades mais velhas.

Entre os medicamentos utilizados para prevenção secundária do AVC isquêmico ou AIT, estão os antiagregantes plaquetários e os anticoagulantes, os quais estão associados a maior risco de sangramento. Apesar disto, NÃO há necessidade de sua interrupção para a aplicação da vacina, sendo esta segura. Por cautela, nos pacientes em uso de anticoagulante de ação direta (apixabana, dabigatrana, edoxabana e rivaroxabana), a vacina pode ser administrada o mais longe possível da última dose.

É importante que as pessoas pertencentes ao grupo de comorbidades prioritários tenham um pré-cadastro no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI). Entretanto, o Plano Nacional permite que seja possível a apresentação de qualquer comprovante que demonstre pertencer a um destes grupos de risco (exames, receitas, relatório médico, prescrição médica etc.).

Persistindo maiores dúvidas, converse com o seu médico.

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Referências

https://www.gov.br/saude/pt-br/media/pdf/2021/marco/23/plano-nacional-de-vacinacao-covid-19-de-2021, acesso em 21 de abril de 2021.